Cinco motivos para ir ao novo museu Mauritshuis, na Holanda

por Clarissa Mattos 

20 out, 2014
Museu Mauritshuis é um dos atrativos da cidade de Haia, na Holanda | divulgação
Museu Mauritshuis é um dos atrativos da cidade de Haia, na Holanda | divulgação

Sempre disse que o Museu Mauritshuis, em Haia, é o pequeno grande museu da Holanda. O edifício monumental, melhor dizendo, palácio, foi a casa de Maurício de Nassau. Depois de dois anos de reforma, o museu ganhou roupa nova e, com um foyer subterrâneo, tomou ares de museu internacional.

O que mudou no Museu Mauritshuis?

Inspirado no Louvre, o hall de entrada do Mauritshuis agora é subterrâneo. A simplicidade abre os seus olhos para os detalhes e as paredes brancas em contraste com o cinza do piso de pedras garante a sensação de espaço no ambiente.

Hall de entrada do Mauritshuis agora é subterrâneo | Clarissa Mattos/Bailandesa
Hall de entrada do Mauritshuis agora é subterrâneo | Clarissa Mattos/Bailandesa

Curiosamente, a estrela do ambiente é um elevador transparente que nos leva ao antigo prédio. Na sua invisibilidade, torna-se uma atração para os visitantes.

Elevador transparente é uma das novidades do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa
Elevador transparente é uma das novidades do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa

Confira abaixo cinco razões para incluir uma vista ao Museu Mauritshuis em sua próxima viagem.

01. A arquitetura

O Palácio é belíssimo e um dos melhores exemplos da arquitetura clássica holandesa. Jacob van Campen, com o auxílio luxuoso de Pieter Post, criou um prédio que reflete as linhas retas e a simetria do estilo clássico nas águas do Hofwijver, lago artificial que envolve o lindo conjunto de edifícios do Parlamento Holandês.

Museu Mauritshuis, em Haia, é um exemplo da arquitetura clássica holandesa | Clarissa Mattos/Bailandesa
Museu Mauritshuis, em Haia, é um exemplo da arquitetura clássica holandesa | Clarissa Mattos/Bailandesa

02. Dar uma espiada no escritório do Primeiro Ministro

O escritório do Primeiro Ministro fica do lado do museu. Não há garantias de que você conseguirá ver alguma coisa. Mas saber que da janela do Mauritshuis dá pra ver a charmosa e pequena torre onde são tomadas as decisões mais importantes do país é instigante.

Escritório do Primeiro Ministro fica ao lado do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa
Escritório do Primeiro Ministro fica ao lado do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa

03. A conexão com o Brasil

Ao passear pelos ricos salões do palácio, dá para imaginar um Maurício de Nassau orgulhoso da sua casa e dos seus sete anos passados no Brasil, como governador geral do “Brasil Holandês”.

Um dos salões do Mauritshuis: museu foi a casa do conde Maurício de Nassau | Clarissa Mattos/Bailandesa
Um dos salões do Mauritshuis: museu foi a casa do conde Maurício de Nassau | Clarissa Mattos/Bailandesa

Hoje não vemos mais os índios Tupinambás e os exóticos animas trazidos por ele. Estes estão representados nas obras de Frans Post, que retratou o Brasil da época e são exibidos nas paredes da chamada ”Mansão do Açúcar”.

Quem visita o museu pode conferir obras de grandes mestres dos séculos 17 e 18 como Vermeer, Rembrandt e Frans Hals | Clarissa Mattos/Bailandesa
Quem visita o museu pode conferir obras de grandes mestres dos séculos 17 e 18 como Vermeer, Rembrandt e Frans Hals | Clarissa Mattos/Bailandesa

04. A famosa moça

Um dos olhares mais famosos do mundo foi pintado por Johannes Vermeer, em 1665. Durante a reforma, que durou dois anos, a obra “Moça com Brinco de Pérola” viajou pelo mundo e atraiu mais de 2,2 milhões de pessoas em exposições nos quatro cantos do planeta.

"Moça com Brinco de Pérola”, do pintor holandês Johannes Vermeer, é uma das atrações do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa
“Moça com Brinco de Pérola”, do pintor holandês Johannes Vermeer, é uma das atrações do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa

05. O acervo

A Menina pode ser a princesinha da casa, mas tem muito mais pra ver no museu Mauritshuis, que tem em seu acervo mais de 200 obras-primas.

Obra “Velha e um Menino com Velas”, de Peter Paul Rubens, faz parte do acervo do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa
Obra “Velha e um Menino com Velas”, de Peter Paul Rubens, faz parte do acervo do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa
"O Pintassilgo-Comum”, de Carel Fabritius, nas paredes do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa
“O Pintassilgo-Comum”, de Carel Fabritius, nas paredes do Mauritshuis | Clarissa Mattos/Bailandesa

Mais atrações em Haia

E depois da visita ao Mauritshuis, o que conhecer em Haia? Já que está pertinho, dê um um passeio pelo centro político da Holanda. Os prédios que abrigam o parlamento holandês são datados do século XIII. No centro encontra-se uma praça com um belo chafariz – o lugar é chamado de Binnenhof. Depois, experimente uma das comidas de ruas mais famosas da Holanda, o peixinho frito kibbeling, num trailler que fica logo na saída. Se preferir, prove o haring ou arenque. Depois, siga à direita e dê a volta no belo lago para admirar mais uma vez o prédio do Mauritshuis.

Cenários no centro de Haia: cidade fica a cerca de 60 km de Amsterdã | Clarissa Mattos/Bailandesa
Cenários no centro de Haia: cidade fica a cerca de 60 km de Amsterdã | Clarissa Mattos/Bailandesa

Para completar os seu programa, siga para o museu Panorama Mesdag. Não se preocupe, você não vai precisar gastar horas lá. Esse é um museu de praticamente uma obra. Não somente uma obra, mas a maior pintura da Holanda.

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Clarissa Mattos
é uma baiana que atravessou o Oceano Atlântico não a nado, mas por amor. No blog Bailandesa, narra as dores e delícias da vida na Holanda, dá dicas de turismo e de cultura

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