Espírito Santo é deliciosa viagem pelos sabores

20 ago, 2010
CHRISTIAN BRANDÃO
Espírito Santo - gastronomia
A moqueca capixaba, diferente da baiana, é um dos carros chefes da culinária do Espírito Santo

Se você é um apaixonado por culinária, o Espírito Santo é todo um prato cheio. Das receitas francesas preparadas somente com produtos orgânicos à tradicional torta capixaba feita pelas desfiadeiras de siri, tudo é feito com cuidado e muito sabor.

Experimentar esse sabores é uma grande viagem pelas próprias tradições do estado. Enquanto nas montanhas, onde se instalaram italianos, alemães e até suíços, os embutidos e pratos clássicos fazem as honras, é no litoral que a torta e a moqueca capixaba mostram os seus encantos.

Espírito Santo - gastronomia
Até mesmo o escargot é cultivado nas montanhas capixabas
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O delicioso Coq au Vin: galo ao molho de vinho. Tudo orgânico e saboroso no bistrot rural Pot-Pourri, em Pedra Azul
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A torta capixaba, com palmito, frutos do mar, bacalhau e ovos, é especialidade na ilha de Caieiras, em Vitória
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O siri desfiado é muito utilizado nas entradas dos restaurantes capixabas
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Tudo o que é servido no bistrot rural Pot-Pourri, em Pedra Azul, é orgânico
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O socol, um embutido italiano de carne de porco, é produzido por pequenas famílias nas montanhas capixabas
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O socol, produzido na região das montanhas capixabas, é uma receita tradicional italiana
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As cachaças artesanais são produzidas em pequenas propriedades em Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante
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Truta e risoto de ora pronóbilis são deliciosa opção no restaurante Don Lorenzoni, em Venda Nova do Imigrante
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O bistrot rural Pot-Pourri, em Pedra Azul, usa somente produtos orgânicos em seus pratos
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Torre de Polenta no restaurante Don Lorenzoni, em Venda Nova do Imigrante
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Diversos tipos de queijo são produzidos por descendentes de suíços e italianos nas montanhas capixabas
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O Crème brûlée do bistrot rural Pot-Pourri, em Pedra Azul, é a pedida perfeita para a sobremesa

 

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23 thoughts on “Espírito Santo é deliciosa viagem pelos sabores”

  1. Existe moqueca em vários estados do Brasil, a diferença é que a moqueca capixaba não leva leite de côco nem azeite de dendê no preparo. Amo todos os tipos de moquecas e de peixadas também. São todas deliciosas. Mas a campeã é a baiana, não tem jeito.

  2. Além da moqueca, que é capixaba (não leva leite de coco, dendê etc.), existe outro prato típico não muito difundido, mas que é simples e uma delícia quando preparado no modo certo: garoupa salgada com banana da terra. Saboreiem!!!

  3. Como dizia o Gato Mestre… VCS NÃO SABEM DE NADA!!! Moqueca é só a capixaba, concordo com o Paulo. Só quem apreciou uma pode afirmar isso. O resto é PEIXADA… Afff, me deu água na boca…

  4. Os produtores de cacau da Bahia civilizaram,na primeira metade do século XX,o norte do Espírito Santo. Levaram para lá, além da produção do cacau, a moqueca. Rubem Braga relata essa saga baiana, nas terras capixabas, em Crônicas do Espírito Santo, uma publicação da UFES, de1984. A Bahia está no centro e na origem da formação social e cultural do Brasil, o que não se precisa mencionar,exceto quando ressurge um inexplicável rancor bairrista, geralmente de gente recém imigrada (italianos e alemães, no século XIX), que ainda custa a se assumir plenamente brasileira. Certamente, os italianos e os alemães trouxeram a moqueca para o Brasil!

  5. Concordo com o Paulo, o Suzano e o Nilson Pedro, pois na nossa moqueca, entra um ítem que em nenhum lugar do mundo tem que é a capixabíssima “panela de barro”, usada no preparo dessa iguaria e que só e somente só aqui tem e que é um artezato tombado pelo Instituto do Patrimonio
    Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, produzida pelas Centenárias Paneleiras de Goiabeiras e que por isto dá um sabor todo especial à nossa MOQUECA, as outras são mesmo PEIXADAS!

  6. Caro Alencar, a saborosa moqueca capixaba não tem origem italiana nem alemã e sim INDIGENA, é da terra mesmo, visto seu preparo na panela de barro, peixe e urucum, outros ingredientes como tomate, cebola vieram depois…

  7. Claro que era esperada a resposta sobre os índios terem sido os “inventores da moqueca”…Mas,a moqueca,a partir da Bahia,foi assimilada à cultura nacional e entre os baianos católicos,aliás,é cardápio obrigatório na celebração cristã da semana santa,desde a primeira missa celebrada por Frei Henrique de Coimbra.Na Bahia,tradicionalmente,a moqueca é preparada em panelas de barro,que,de regra,se utilizam para o cozimento dos variadíssimos pratos da culinária baiana.

  8. Minha mãe era capixaba e,pesquisando sobre a origem dos Amorim,descobri que, no Espírito Santo ,também desembarcavam escravos procedentes da costa africana a leste do Castelo de São Jorge da Mina,hoje Gana. Temos aparentados com o sobrenome Mina, família negra natural do município de Castelo-ES.
    Por que da explicação?
    Nada de produtores de cacau da Bahia!
    E salve o paladar capixaba, que todos podem deliciar sem susto!!!

  9. Margarida, a correlação feita por Alencar está clara: os baianos, que povoaram e levaram a cultura do cacau ao norte do Espírito Santo (fato histórico incontestável!) no início do século XX,difundiram a moqueca ,cuja assimilação à culinária nacional deu-se desde a Bahia.Ele cita uma fonte em que o autor narra, em uma meia dúzia de crônicas,a História da introdução da produção do cacau e da presença da civilização baiana no Espírito Santo: Rubem Braga, Crônicas do Espírito Santo (editora da Universidade Federal do Espírito Santo,1984).Mas,Margarida,você não contesta a afirmação dele frontalmente e menciona fato (a presença de escravos negros oriundos da África em seu Estado) que ,por si, não situa a origem da moqueca no Espírito Santo.Também,ele diz,com humor,em uma segunda postagem,que,se se for considerar a origem indígena,a moqueca,como culinária sincrética brasileira,é antes baiana.E posso testemunhar:a ceia baiana,com a moqueca como prato principal, é servida na sexta-feira da paixão nos lares católicos baianos,tradicionalmente.

  10. Leiam o que escreveu a Margarida:”todos podem deliciar sem susto”(sic),referindo-se ao “paladar”, querendo dizer que a moqueca capixaba é mais palatável,menos exótica e,por conseguinte,não causa indigestão.Com certeza,feita com azeite de oliva,e não com o de dendê,é um prato notoriamente adaptado e,pois,posterior à receita original,baiana.O Brasil sempre importou o azeite de oliva que consome.O azeite de oliva é condimento típico dos italianos,cuja presença no Espirito Santo é grande,mas historicamente recente.Fora a ressalva preconceituosa- “todos podem deliciar sem susto”(sic)-,ela acaba por admitir,sem querer,que a moqueca capixaba é uma adaptação.A substituição do dendê afro-brasileiro pelo azeite de oliva ítalo-mediterrâneo,que torna a moqueca palatável,é a corruptela da tradição culinária estabelecida,na fundação primeva do Brasil,por índios,africanos e portugueses,na Bahia.

  11. Qualquer que seja a moqueca ou peixada (maravilhosas), independente de sua origem, o importante é a qualidade de seus ingredientes e o respeito as tradições regionais onde ela é feita. O resto é blá, blá.

  12. Discussão tola! gosto é gosto e cada um tem o seu. achar que uma é melhor que outra por conta da região é opinião pessoal com um toque de bairrismo idiota, os méritos são de QUEM PREPARA O PRATO, e não de onde ele vem ou foi criado! ah! peixada é muuuuiiito bom também!

  13. Moqueca é mesmo a capixaba: saborasa, leve, espetacular; a baiana, carregada de azeite de dendê e muita pimenta so dá dor de barriga. Aliás, comida com excesso de pimenta não presta mesmo.

  14. A unica muqueca maravilhosa é a baiana o resto é copia e nao tem gosto,inclusive o ururum tem gosto de..nada ou de urucum… enquanto o leite de coco e e azeite de dende ai ai ai!! que delicia

  15. Fui ao ES passar a virada do ano e fui surpreendida pelas péssimas condições da estrada. Um verdadeiro show de horror! Para atrair pessoas interessadas em investir, se divertir e comer bem no estado, o governo estadual deveria fazer seu papel também. Uma vergonha!

  16. Sou capixaba e também defendo a moqueca capixaba, as isso não quer dizer que não gostamos das outras. A moqueca baiana será sempre deliciosa e também será sempre o convite principal para o banheiro. Mas isso não tira seu mérito, ou seja, seja capixaba, baiana, sergipana, piauiense, gaúcha, mineira, ou ate mesmo Argentina, hehe, o que vale mesmo e saborearmos todas elas.