Conheça 11 lugares para desacelerar a vida no sul da Bahia

Por Arthur Seixas

3 jul, 2017

Todo mundo sabe que na Bahia “o tempo não tem pressa e a preguiça é mais gostosa”, como diz o sábio ditado popular local. Portanto, para aqueles que querem tirar uma folga do cotidiano corrido dos grandes centros, não há lugar melhor. Entre os municípios de Prado e Porto Seguro, no sul do estado, existe um paraíso de águas mornas com praias praticamente desertas ideal para apreciar o pôr do sol, contemplar a natureza, praticar esportes ou simplesmente relaxar.

 

01. A culinária de Prado

Prado é uma pequena cidade da Costa das Baleias conhecida, sobretudo, pelos passeios de barco que levam turistas até o arquipélago de Abrolhos para observar as baleias Jubarte no período de acasalamento. Como um lugar com tradição pesqueira, entretanto, sua gastronomia é também um grande atrativo: peixes e frutos de mar com aquele tempero baiano arretado para se comer de joelhos. Tudo ainda num cenário aprazível, no Beco das Garrafas, repleto de charmosas casas coloniais, algumas datadas do século XVIII.

Gastronomia é um dos pontos altos de Prado | Arthur Seixas
Gastronomia é um dos pontos altos de Prado | Arthur Seixas

 

02. A rusticidade da Praia do Tororão

Rumo ao norte a partir de Prado, grandes falésias dominarão a paisagem da costa baiana, dando um ar rústico e selvagem. A Praia do Tororão é um de seus exemplos mais contundentes. Na praia ainda há uma bica de água doce perfeita para tirar o sal depois daquele mergulho refrescante.

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As paisagens incríveis da Praia do Tororão | Arthur Seixas

 

03. O encontro das águas de Japara Grande

Por falar em água doce, não será difícil encontrar ao longo de todo o litoral baiano desembocaduras de vários riachos. Em Japara Grande, eles contribuírem – e muito – para beleza da praia, com seus leitos sinuosos de águas avermelhadas dos mangues. Depois do banho agitado nas ondas do mar, nada melhor do que um mergulho calmo no rio.

Mergulho no rio em Japara Grande: bom pra relaxar | Arthur Seixas
Mergulho no rio em Japara Grande: bom pra relaxar | Arthur Seixas

 

04. A maré rasante de Cumuruxatiba

A força do mar exerce tanta influência nessas praias que em Cumuruxatiba acontece um fenômeno natural conhecido como maré rasante. As águas chegam a recuar mais de 200 metros, deixando à mostra grandes trechos de recifes de corais. Quando a maré sobe, no momento do por do sol, é hora de outro espetáculo: árvores remanescentes de manguezal ficam com suas raízes submersas. O cenário surreal junto ao céu multicolorido do fim da tarde é de tirar o fôlego.

Por do sol em Cumuruxatiba: todas as cores no céu da Bahia | Arthur Seixas
Por do sol em Cumuruxatiba: todas as cores no céu da Bahia | Arthur Seixas

 

05. Os recifes da Praia do Moreira

Se por quase todo o litoral sul baiano as falésias alaranjadas são marca registrada, na Praia do Moreira elas dão uma trégua para o reinado dos recifes. Enquanto em Cumuruxatiba eles só se revelam na maré baixa, aqui estão bem próximos à faixa de areia, onde se pode passar o dia a ouvir o barulho das ondas arrebentarem.

Recifes na Praia do Moreira , litoral sul da Bahia| Arthur Seixas
Recifes na Praia do Moreira , litoral sul da Bahia| Arthur Seixas

 

06. Os coqueirais de Imbassuaba

A Praia de Imbassuaba não difere das belezas antes descritas: falésias com o leito de um rio que desemboca no mar. No topo dos penhascos, entretanto, há uma verdadeira floresta de coqueiros onde o sol se põe em contraluz. É para assistir e contemplar a natureza.

Coqueiral da Praia de Imbassuaba: para descansar os olhos e a alma| Arthur Seixas
Coqueiral da Praia de Imbassuaba: para descansar os olhos e a alma| Arthur Seixas

 

07. A história da Barra do Cahy

De acordo com os relatos da época, em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em Porto Seguro, e segundo os documentos de Pero Vaz de Caminha, foi na Barra do Cahy onde se deu o primeiro contato dos portugueses com os nativos. Além de ficar por dentro da história pouco conhecida deste lugar, que remonta o período do descobrimento, a praia é de cair o queixo de tão bela.

Barra do Cahy, na Bahia | Arthur Seixas
Barra do Cahy, na Bahia | Arthur Seixas

 

08. O fim do mundo de Corumbau

O vilarejo é tão isolado que seu nome deriva de uma crença indígena que acreditava ser ali o fim do mundo. Tudo isso por conta de uma extremidade de areia que se prolonga sobre o mar: a Ponta do Corumbau. Dali não se vê nada a não ser água, nem mesmo a vizinha Caraíva. Perfeito para o descanso, não é mesmo? De fato. Mas não só. As ondas mansas proporcionam a prática de certos esportes aquáticos como caiaque e stand-up paddle. Trabalhar o corpo nunca foi tão gostoso.

Entardecer na Ponta do Corumbau: relax total | Arthur Seixas
Entardecer na Ponta do Corumbau: relax total | Arthur Seixas

 

09. Os casarios de Caraíva

Se Corumbau é isolado, embora exista acesso por terra, imagine Caraíva, onde se chega somente de barco! É isso mesmo. Para entrar na vila, é necessário deixar o carro na outra margem, pois aqui não entra veículo motorizado. Luz só chegou em 2007, mas mesmo assim não há postes de iluminação pública. Eletricidade só dentro das casas. Tudo isso, no entanto, contribui para deixar Caraíva ainda mais charmosa, longe dos aspectos predatórios que a civilização pode impor. Para deixar o lugarejo ainda mais pitoresco, as casinhas são todas multicoloridas. Dá vontade até de largar a cidade grande e esquecer que o mundo existe.

Casa colorida em Caraíva, na Bahia | Arthur Seixas
Casa colorida em Caraíva, na Bahia | Arthur Seixas

 

10. A lagoa esmeralda de Satu

Caminhar também pode ser relaxante, principalmente quando o objetivo final é passar o dia boiando em inteira despreocupação. Depois de uma caminhada de cerca de 1 hora e meia a partir de Caraíva, se chega à Praia de Satu, com suas barracas de palha seca de coqueiro e, pouco mais adiante, uma grande lagoa de água quente e verdinha.

Lagoa de Satu: pra boiar e relaxar | Arthur Seixas
Lagoa de Satu: pra boiar e relaxar | Arthur Seixas

 

11. O reflexo de Espelho

Eleita como uma das mais bonitas praias do Brasil, Espelho se difere das demais praias de sua proximidade. Para começar, suas falésias são brancas. Já a cor da água, um verdadeiro reflexo do céu – daí o nome da praia –, é tão azul que faz inveja ao Mar Egeu. Na maré baixa é possível ainda ver cardumes de peixes nas piscinas naturais que se formam. E mais importante: você pode deixar a preguiça tomar conta. Jogue-se nas espreguiçadeiras e esteiras despretensiosamente estendidas na areia da Vila de Curuípe. Elas estarão à sua espera.

Praia do Espelho, na Bahia: tudo azul | Arthur Seixas
Praia do Espelho, na Bahia: tudo azul | Arthur Seixas

 

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Arthur Seixas é fotógrafo e jornalista especializado em viagens, turismo, paisagens e vida selvagem

 

 

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